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História do PPGCI

Histórico

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGCI/UFMG), criado em 1976, promoveu a formação de 439 mestres e 119 doutores desde sua criação, apresentando uma produtividade relevante no que se refere à construção do conhecimento na área de Ciência da Informação. O programa pode ser avaliado em termos do comprometimento de seus docentes e discentes e ainda pelas dissertações e teses defendidas, várias delas vencedoras dos prêmios UFMG, CAPES e ENANCIB (Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação).

Tais aspectos, reveladores da história do programa, indicam que o patamar alcançado com a nota 6, atribuída pela CAPES na última avaliação trienal (2011 – 2013), representa o reconhecimento da sua trajetória e demonstra a opção institucional -  feita pelos coordenadores e colegiados ao longo do tempo, pelos corpos docente e discente e, em última instância, pela Escola de Ciência da Informação da UFMG (ECI/UFMG) -  de, sistematicamente, buscar construir um programa de qualidade e de referência nacional na área de Ciência da Informação.

O PPGCI, integrando Mestrado e Doutorado em Ciência da Informação, ganhou a atual denominação em 1997. Seu início, contudo, data de 1976, ano de criação do curso de Mestrado em Biblioteconomia, com duas áreas de concentração, uma em Biblioteca e Educação e outra em Biblioteca e Informação Especializada tendo, desde essa época, um forte vínculo com o curso de graduação em Biblioteconomia, oferecido na ECI desde 1950. Ao longo dos anos, no espaço da pós-graduação, temáticas específicas foram se desenvolvendo, revelando a importância de ampliação das problemáticas de pesquisa, o que resultou, em 1991, em um processo de reformulação do curso, passando este a ser identificado como Mestrado em Ciência da Informação. Posteriormente, em decorrência das dinâmicas do campo científico e de mudanças na constituição do corpo docente da ECI, ampliou-se seu escopo de atuação. Com a necessidade de avanço nos processos de formação da área, foi criado o Doutorado em Ciência da Informação. Este processo histórico resultou no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, no qual se integram Mestrado e Doutorado em Ciência da Informação. 

Porém, a partir de 2008, a ECI passou por uma importante mudança, com a criação de dois novos cursos de graduação: em Arquivologia (criado em 2008) e em Museologia (criado em 2009). Na época, também o curso de graduação em Biblioteconomia passou por uma reforma curricular. Entretanto, é oportuno apontar que o objetivo da ECI, desde o início, foi o de promover uma formação em que os três cursos atuassem de forma cooperada, compartilhando disciplinas e demais atividades curriculares.

Vale ainda destacar que, por decisão dos membros da Escola, a proposição acertada era de que os novos cursos não se constituíssem em áreas isoladas e estanques, mas, sim, que estes possibilitassem, junto com os conhecimentos já desenvolvidos na ECI, uma ampla área de atuação no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão.

Assim, tal decisão acabou por impactar, também, o âmbito da pós-graduação. Fazia-se necessário que os novos docentes, contratados especificamente para as novas graduações, tivessem espaço na pós-graduação da ECI, o mesmo valendo para os alunos egressos destes cursos.

A escolha de construir, desde a graduação, um conjunto de conhecimentos partilhados pelas três áreas acabou por implicar também na necessidade de reformulação do próprio entendimento do que seja a Ciência da Informação, de maneira que fosse possível aproveitar toda a trajetória e acúmulo alcançados pela Biblioteconomia e pela Ciência da Informação nas décadas anteriores, com a incorporação das novas problemáticas trazidas pelas áreas que passaram a integrar a instituição.

Desta ótica institucional, a pós-graduação na ECI, a partir de 2014, tornou-se também objeto de debates e cada vez ficou mais clara a necessidade de se repensar a sua estruturação, tendo em vista as mudanças ocorridas após a incorporação, no âmbito da escola, dos dois novos cursos.

Vale ainda apontar que a ampliação do corpo docente, com pessoal advindo de diferentes áreas de conhecimento, agregando-se ao corpo docente já constituído institucionalmente, terminou por propiciar a oportunidade de um trabalho coletivo no qual alguns elementos de mudança (ou de reforço de determinadas questões) terminaram por se colocar em pauta. Dentre estes, destacam-se a reformulação dos programas da graduação e a consequente necessidade de se discutir a agenda da pós-graduação, de forma a permitir que a ECI continuasse trabalhando numa perspectiva de interlocução entre a graduação e a pós-graduação e contribuísse para o avanço da produção científica no campo da Ciência da Informação.

Nos últimos anos, outra frente de atuação do PPGCI tem sido o estabelecimento de parcerias internacionais, através de programas de pós-doutoramento, visitas técnicas, pesquisas conjuntas, publicações, formação de pessoal e convênios institucionais com universidades estrangeiras. Nesse sentido o PPGCI tem incorporado como linha de ação os objetivos institucionais da UFMG e da pós-graduação brasileira, que apostam na internacionalização do ensino e da pesquisa.

Soma-se, também, aos aspectos antecedentes, o fato de que a institucionalização dos cursos ampliou e marcou profundamente a atuação da ECI, tornando patente a relevância de sua atuação no âmbito da cultura, sua interlocução com as instituições da memória e seu campo de atuação na convergência de questões humanas, técnicas e tecnológicas no terreno da produção do conhecimento.

Torna-se necessário ainda enfatizar que, desde o seu nascedouro, o campo da Ciência da Informação confronta-se com a urgência em refletir sobre os fenômenos informacionais do ponto de vista do acesso, produção e compartilhamento do conhecimento, das práticas socioculturais e dos aspectos técnicos e tecnológicos. Desse ponto de vista, compreende-se que os fenômenos informacionais aos quais a Ciência da Informação se dedica estão associados, em maior ou menor grau, à expressividade e viabilidade tecnológica e se fazem notar em diferentes contextos sociais. Por esta razão, o campo não pode fugir à responsabilidade de, ao estudar as questões informacionais na interface com a sociedade, dedicar igual atenção aos desdobramentos tecnológicos a elas integrados.

É importante também enfatizar que, na contemporaneidade, as tecnologias da informação e comunicação em rede passaram a integrar, praticamente, todas as instâncias da vida. A ambivalência das tecnologias digitais e de seus desdobramentos na sociedade (realidade aumentada, internet das coisas, big data, redes sociais, consumo digital, economia do conhecimento, vigilância cibernética, herança cultural digital, dentre outros) formam redes dinâmicas, densas e plenas de efeitos culturais e sociais inauditos, que se manifestam como fenômenos informacionais complexos, e devem ser privilegiadas no contexto da pós-graduação em ciência da informação.

Partindo-se, portanto, de sua trajetória histórica e, com base na compreensão das exigências do campo científico, dos confrontos e desafios postos pela realidade contextual, é que se fundamenta a reestruturação proposta pelo PPGCI.

Próximos Eventos
Defesa de Tese - Juliana Medaglia Silveira 28/06/2017 14:00 - 17:00 — UFMG/ECI - sala 1000
Defesa de Tese - Welder Antônio Silva 04/07/2017 14:00 - 17:00 — UFMG/ECI - sala 1000
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